12 de dezembro de 2010

Quando se queria manter secretos os relatos do Parlamento inglês

A propósito da polémica que decorre desde o início do mês, desencadeada pela divulgação de mais de 250 mil documentos reservados ou secretos do Departamento de estado norte-americano, vale a pena recordar este episódio histórico passado com o Parlamento de Londres, na segunda metade do século XVIII:

In 1771, that great lover of liberty, John Wilkes, and a number of printers challenged the law that prohibited the reporting of Parliamentary debates and speeches, kept secret because those in power argued that the information was too sensitive and would disrupt the life of the country if made public. Using the arcane laws of the City of London, Alderman Wilkes arranged for the interception of the Parliamentary messengers sent to arrest the printers who had published debates, and in doing so successfully blocked Parliament. By 1774, a contemporary was able to write: "The debates in both houses have been constantly printed in the London papers." From that moment, the freedom of the press was born.

It took a libertine to prove that information enriched the functioning of British society, a brave maverick who was constantly moving house – and sometimes country – to avoid arrest; whose epic sexual adventures had been used by the authorities as a means of entrapping and imprisoning him. The London mob came out in his favour and, supplemented by shopkeepers and members of the gentry on horseback, finally persuaded the establishment of the time to accept that publication was inevitable. And the kingdom did not fall.


Ler toda a peça: WikiLeaks may make the powerful howl, but we are learning the truth

22 de novembro de 2010

A Linotype - documentário

Doug Wilson e Brandon Goodwin puseram em marcha um curioso projecto de documentário - tentar perceber o que aconteceu à máquina que sustentou a explosão da imprensa: a Linotype. O que lhe aconteceu? Há ainda quem as use? Como?

O trailer do trabalho está AQUI e o site de apoio, com muitas informações adicionais, AQUI.

"Linotype: The Film" Official Trailer from Linotype: The Film on Vimeo.

16 de novembro de 2010

Para a história do pensamento sobre o jornalismo em Portugal


Acaba de sair, em dois volumes integralmente acessíveis na web, a obra"Pensamento Jornalístico Português: Das origens a 1974", sob a coordenação de Jorge Pedro Sousa, professor da Universidade Fernando Pessoa, do Porto.
Em mais de 1700 páginas, este trabalho de fundo inventaria e analisa um vasto conjunto de autores que escreveram sobre o jornalismo, desde o século XVII até à actualidade.
A sinopse deste trabalho é a seguinte:
Como foi pensado o jornalismo em Portugal até à Revolução de 1974? Foi esta a grande questão que balizou a produção deste livro colectivo,produzido no âmbito de um projecto de investigação financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia. Foi intenção dos autores realçar os contributos autóctones para a edificação das teorias do jornalismo. Deve salientar-se o elevado número de autores portugueses,alguns dos quais injustamente esquecidos, que pensaram o jornalismo ao longo do tempo. Em Portugal, escreve-se sobre jornalismo pelo menos desde 1644, e muito mais se escreveu a partir do século XIX. O resultado mais impressivo do projecto foi precisamente a redes coberta de centenas de autores nacionais e do seu pensamento jornalístico,pois parecia ter-se desvanecido da memória académica nacional, num tempo de injusta omnipresença e aparente omnipotência do inglês como língua de conhecimento, a produção intelectual portuguesa sobre jornalismo, rica em variedade e interesse.

27 de setembro de 2010

Lurdes e Fátima e o conceito de multidão

O crítico e investigador Eduardo Cintra Torres acaba de publicar na revista canadiana Conserveries Mémorielles o texto "Zola, Lourdes and the New Religious Crowd in Ideological Debates in Portugal (1894-1932)".
Nele aborda o impacto do livro de Emile Zola sobre Lurdes no nosso país, nos finais do século XIX e nas primeiras décadas do séc. XX. Sustenta que "o desenvolvimento dos debates revela como os sectores católicos foram progresivamente incorporando a 'multidão' na renovação do Catolicismo, particularmente depois dos acontecimentos [das aparições] de Fátima de 1917, ainda que a burguesia liberal continuasse a rejeitar as massas".

22 de setembro de 2010

Boas-vindas

Mais um grupo de estudantes inicia hoje o estudo da História da Comunicação e dos Media na Universidade do Minho. Bem-vindos!
A todos eles o desejo de que este seja um espaço de descobertas e, tanto quanto possível, uma inspiração para compreender melhor o hoje e os grandes desafios da comunicação com que nos confrontamos, numa sociedade em rede e cada vez mais 'migrada' para o digital.

21 de setembro de 2010

Redacção do DN recriada para telefilme sobre a República











A informação é pubicada pelo próprio DN:
"Canais da estação pública prepararam vários programas de ficção histórica e documentários para assinalar as comemorações dos 100 anos da República. As primeiras estreias acontecem já na próxima segunda-feira, na RTP2. E uma passa pelo DN

Fundado em 1864, o Diário de Notícias tinha 46 anos quando aconteceu esta história. Um cometa e a Terra estavam em rota de colisão e a humanidade em risco. Para 18 de Maio de 1910 previa-se "a noite do fim do mundo", expressão que dá título a um dos quatro projectos com que a RTP1 assinala, em Outubro, o centenário da República.

O protagonista, interpretado por João Tempera, é, exactamente, um jornalista do DN, um jovem correspondente em Mirandela, que decide mudar-se para Lisboa para melhor acompanhar os 15 dias que antecedem a fatídica colisão. E é através dele que esta história nos dá a conhecer como era a sociedade portuguesa no início do século XX.

Uma das maiores dificuldades da Hop Produções foi a reconstituição de época. São raras as imagens do DN desse tempo. "Só há uma fotografia", diz Joaquim Fernandes, o homem que deu origem a A Noite do Fim do Mundo.

Durante meses analisou a imprensa portuguesa dos primeiros meses de 1910 e condensou as incidências mais dramáticas e pitorescas no livro Halley, o Cometa da República, que lançou em Maio. "Foi uma paixão fazê-lo", conta. Tão grande como fazer o documentário O Cometa da República, que se lhe seguiu na RTP2, e adaptá-lo ao pequeno ecrã.(...)"
Para continuar a ler: AQUI

2 de setembro de 2010

Cem grandes momentos do cinema

É uma lista construída por Roger Ebert, tão discutível como qualquer outra (os comentários do post onde foi publicada evidenciam isso bem), mas que merece ser consultada. Alguns exemplos:

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  • Clark Gable in "Gone With the Wind": "Frankly, my dear, I don't give a damn."
  • Charlie Chaplin being recognized by the little blind girl in "City Lights."
  • The computer Hal 9000 reading lips, in "2001: a Space Odyssey."
  • Snow White kissing Dopey Bashful on the head.
  • John Wayne putting the reins in his mouth in "True Grit" and galloping across the mountain meadow, weapons in both hands.
  • Jimmy Stewart in "Vertigo," approaching Kim Novak across the room, realizing she embodies all of his obsessions - better than he knows.
  • The early film experiment proving that horses do sometimes have all four hoofs off the ground.
  • Gene Kelly singin' in the rain.
  • Samuel L. Jackson and John Travolta discuss what they call Quarter Pounders in France, in "Pulp Fiction."
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  • Marcello Mastroianni and Anita Ekberg wading in the fountain in "La Dolce Vita." The moment in Akira Kurosawa's "High and Low" when a millionaire discovers that it was not his son who was kidnapped, but his chauffeur's son - and then the eyes of the two fathers meet.
  • The distant sight of people appearing over the horizon at the end of "Schindler's List."
  • E.T. and friend riding their bicycle across the face of the moon.
  • "Wait a minute! Wait a minute! You ain't heard nothin' yet!" The first words heard in the first talkie, "The Jazz Singer," said by Al Jolson.
  • The baby carriage bouncing down the steps in Eisenstein's "Battleship Potemkin."
  • The peacock spreading its tail feathers in the snow, in Fellini's "Amarcord."
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  • Robert Mitchum in "Night of the Hunter," with "LOVE" tattooed on the knuckles of one hand, and "HATE" on the other.
  • Joan Baez singing "Joe Hill" in "Woodstock."
  • Robert De Niro's transformation from sleek boxer to paunchy nightclub owner in "Raging Bull."
  • George C. Scott's speech about the enemy in "Patton:" "We're going to go through him like crap through a goose."
VER LISTA COMPLETA: AQUI.

28 de agosto de 2010

História das Relações Públicas

Hoje dou aqui notícia de uma conferência internacional sobre história das Relações Públicas, que vai ter lugar em 6 e 7 de Julho do próximo ano, na Universidade de Bournemouth, na Inglaterra, com organização do Centre for Public Communication Research. De facto, trata-se já da segunda edição, motivada pela primeira que, segundo os organizadores colheu excelente receptividade. Dela existem diversos registos online, dos quais deixo aqui as intervenções dos dois keynote speakers: J. L'Étang e Karen M. Russell (mais recursos aqui):




BU History of PR - Dr. Karen M. Russell from Bournemouth Univeristy on Vimeo.

26 de agosto de 2010

10 Revoluções na leitura antes dos e-books

A revista The Atlantic publica 10 Reading Revolutions Before E-Books, cuja leitura recomendo.
























(Créditos da foto: Nationaal Archief, Holanda)

24 de agosto de 2010

20 de agosto de 2010

História da Google a caminho do grande ecrã

"Depois Facebook, chegou a altura da história da Google se transformar num guião de cinema. De acordo com o site ‘Deadline’, os produtores Michael London e John Morris adquiriram os direitos do livro ‘Googled: The End of the World as We Know It’, de Ken Auletta, e irão transformá-lo num longa-metragem.

Ao contrário do ‘The Social Network’, que retrata a criação do Facebook, o filme de London e Morris deverá focar-se em como Sergey Brin e Larry Page lutaram por “imprimir” os seus ideais na fundação do Google.

"O filme é sobre dois rapazes que criaram uma empresa que mudou o mundo, e como o mundo mudou por causa deles", disse Michael London ao ‘Deadline’. “A intenção é ser simpático para Larry e Sergey, e espero que o filme seja tão interessante quanto a empresa que eles criaram.”

Fonte: Brifing, cit. Adnews

31 de julho de 2010

"Primeira fotojornalista de guerra morta num conflito"

Taro, junto a Robert Capa en una imagen de 1937. | Efe
El Mundo recorda hoje a jornalista Gerda Taro, a "primeira fotojornalista de guerra morta num conflito, cuja trajectória se fez com Robert Capa:

"Era julio de 1937 cuando Gerda Taro pasó a ser considerada "mártir antifascista" por el Partido Comunista Francés (PCF) tras encontrar la muerte en Brunete (Madrid), a los 26 años, bajo las cadenas de un tanque republicano que aplastó literalmente la mitad de su cuerpo (...)". Continua a ler: AQUI.
(Foto: Agência Efe)

29 de junho de 2010

Publicidade antiga como fonte de estudo

Os antepassados dos actuais anúncios 'classificados' podem ser uma fonte interessante não apenas para o estudo da sociedade da altura, mas também para a percepção da recorrência, continuidade ou descontinuidade de certos fenómenos e pólos de interesse.
A consulta dos anúncios ou 'reclames' de 'O Micróbio', a que aludimos no post anterior, representa uma 'mina' a explorar, naqueles (e porventura noutros sentidos. Aqui ficam dois exemplares, para amostra e motivação:

27 de junho de 2010

Digitalizado O MICRÓBIO. Semanário de Caricaturas (1894-1895)

A Hemeroteca de Lisboa acaba de anunciar a disponibilização online de Micróbio, semanário de caricaturas, depois de já ter colocado em linha as duas séries d’ O António Maria, o mais relevante jornal humorístico publicado em Portugal no século XIX, dirigido pelo genial caricaturista Rafael Bordalo Pinheiro.
"Coexistindo, e concorrendo, com O António Maria, O Micróbio teve como redactores artísticos Celso Hermínio, outro nome grande da caricatura portuguesa, e Augusto Pina. Os textos eram assegurados pela pena de Tito Martins, que adoptou o pseudónimo de “Titan”. Tal como O António Maria, O Micróbio atacava impiedosamente qualquer política, viesse ela do governo ou da oposição, a par duma atenção especial pelo teatro e pela literatura. Mas nada como revisitar as caricaturas de Celso Hermínio e a verve humorística de Tito Martins, agora acessíveis à distância de um clique, aqui. Para saber mais sobre a história d’ O Micróbio, leia aqui a ficha histórica que Rita Correia dedicou ao semanário de caricaturas".
(Fonte: Newsletter da Hemeroteca Municipal, relativa a Junho de 2010)

14 de junho de 2010

"Rewiring the Mind" na BBC

A BBC Radio 3 começa hoje a emitir uma série de programas que se pprolongam por toda a semana, às 23 horas sobre a História dos Media. A série, da autoria do Prof. David Hendy, da Universidade de Westminster, London, tem como título genérico "Rewiring the Mind" , analisando o modo como os modernos media electrónicos alteraram os nossos modos de pensar, desde 1900 para cá. Os cinco episódios da série versarão os aspectos seguintes:

1. The Ethereal Mind (on early wireless and ideas about transmission of thought)
2. The Cultivated Mind (on ideas about broadcasting and education in the 1920s and 1930s)
3. The Anxious Mind (issues of witnessing horror, mood, etc, e.g. the Holocaust and the 1986 Space Shuttle disaster).
4. The Fallible Mind (about intimacy and imperfection as seen on 1950s TV)
5. The Superficial Mind (on whether the Internet is degrading our cognitive skills).

Os programas podem ser escutados no site da BBC/Radio 3 ou através dos respectivos podcastings, nos sete dias seguintes à respectiva emissão, AQUI (procurar pelo nome do programa).

Exposição sobre Marconi em Braga

É inaugurada depois de amanhã, dia 16, em Braga, a exposição "Guglielmo Marconi - o pioneiro das radiocomunicações". O acto decorre na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, às 18h30, com a presença do Cônsul Honorário da Itália no Porto, Angelo Arena.
A exposição, que ficará patente naquele instituição cultural bracarense até 3 de Julho próximo, insere-se num conjunto de actividades que visam sensibilizar para a aprendizagem das línguas, no âmbito do "Verão das Línguas", uma iniciativa do BabeliUM - Centro de Línguas da UMinho, que decorre durante o mês de Julho e abrange também o italiano.
O inventor italiano Guglielmo Marconi nasceu em Bolonha e foi em 1895, do sótão da sua casa, queenviou os primeiros sinais radioeléctricos, dando origem à época das comunicações sem fios.

31 de maio de 2010

Leitura: nascimento da sociedade mediática

Sugestão de leitura:
"Naissance de la société médiatique - La mise en scène des moyens audiovisuels dans le dessin de presse".
O texto é de Fabrice d'Almeida e foi publicado num número especial de 1998 da revista "Recherches contemporaines", dedicado à imagem satírica.

17 de maio de 2010

200 momentos que mudaram o jornalismo



O Poynter Institute tem uma cronologia dos media desde finais dos anos 60 até ao presente. É alimentada pelo director da Biblioteca daquele Instituto, David Shedden. Por obra dele, após análise atenta dos últimos dez anos, acaba de surgir agora o trabalho visual "200 momentos que transformaram o jornalismo". A apresentação deste esforço está AQUI. O trabalho propriamente dito encontra-se AQUI.

5 de maio de 2010

Piratas de ontem e de hoje

NO Público (P2), escreve hoje Vítor Belanciano (cf. Público - Da boca para a verdade):

"(...)Alguns actos de pirataria são roubo. Mas a realidade não é a preto e branco. Outros há que têm transformado a sociedade onde vivemos para melhor. Reformulando mercados. Forçando corporações que inicialmente os hostilizam a mudar, a serem mais competitivas, eficazes e inovadoras. Quando Edison inventou o fonógrafo, acusaram-no de pirataria. Estava a roubar-lhes o trabalho, diziam os músicos. Até que foi criado o sistema de pagamento de royalties e todos ficaram satisfeitos.

Mais tarde, quando Edison inventou a máquina de filmar, exigiu que fosse criada uma taxa, a ser paga por quem fazia filmes com a sua tecnologia. Como consequência, realizadores piratas deixaram Nova Iorque e foram para oeste, onde operaram, sem licença, até que a patente de Edison expirou. Estes piratas ainda estão lá, agora legalmente, na cidade que fundaram: Hollywood (...)".

2 de maio de 2010

De onde vem o termo 'rádio'?

Bom: se quisermos começar pelo étimo, teríamos de ir à palavra latina 'radius', que está na origem das actuais 'irradiar', 'irradiação', 'radial', 'radioso' 'raiar, 'radiante', 'raio' e, claro, rádio.
Foi nos princípios do século XX, e ligado à telegrafia sem fios e à utilização das ondas hertzianas, que se foi instituindo e vulgarizando a designação do novo meio de comunicação. Alguns pormenores: AQUI.

1 de maio de 2010

Para a história do Twitter

Pode não haver ainda uma História do Twitter, mas já há quem queira fazer uma das hashtag, etiquetas que permitem agregar tweets sobre um mesmo assunto. Num post recente é isso que tenta fazer Liz Gannes (cf The Short and Illustrious History of Twitter #Hashtags, no Gigaom). Uma história recentíssima, visto que o primeiro hashtag nem três anos de vida tem: o primeiro vem associado a um tweet de Agosto de 2007, uma invenção de Chris Messina, então consultor da Citizen Agency.

29 de abril de 2010

Alfred Hitchcock morreu há 30 anos.F

Faz hoje 30 anos que faleceu em Los Angeles Alfred Hitchcock, o grande cineasta do suspense. De nacionalidade britânica, iniciou a sua carreira em 1919, desenhando em filmes mudos. Ao longo da vida escreveu guiões, trabalhou nos bastidores, foi realizador. Na sua filmografia surgem largas dezenas de obras, algumas delas de culto. A série abre em 1934 com "O Homem que Sabia Demais". Mas é impossível esquecer filmes como “Vertigo”, “Psycho” e “Os Pássaros”.
Dez anos antes da morte, num seminário do American Film Institute, Hitchcock explicou deste modo a sua visão do que era o suspense, elemento fundamental dos seus fi lmes:
“Há uma grande confusão entre mistério e suspense, coisas que estão a milhas de distância. Mistério é um processo intelectual (quem fez algo?), enquanto o suspense é um processo emocional. Só se pode ter suspense, dando informação à audiência. Há muitos filmes com coisas misteriosas, em que demoramos muito a perceber o que se passa. Para mim isso é um desperdício - porque não há emoção”.
(Fonte: Página 1 /RR, 29.4.2010)

22 de abril de 2010

Para a história dos computadores



Em "The History of Computers in a Nutshell", faz-se um percurso no tempo, bem ilustrado com imagens, da evolução dos computadores e da computação, remontando até ao séc.XIX.

20 de abril de 2010

Do velho fazer novo

A perspectiva temporal e a singularidade histórica dos objectos familiares pode ser captada de forma surpreendente, como acontece neste extraordinário vídeo que anuncia "um produto" também ele "extraordinário":

A tecnologia e a história dos novos media

Está acessível um capítulo de Patrice Flichy intitulado "New Media History", no qual o autor se interroga: "Será a tecnologia que conduz a História?". Resumidamente, explica o âmbito e o objectivo:
"Many histories of information and communication could be written: the history of institutions and firms, the history of programmes and creative works, the history of techniques, and the history of practices and uses which, in turn, can be related to that of work and leisure but also to that of the public sphere. All these histories are related to very different fields of social science, and the information and communication sector is far too vast to present all these perspectives here. I have chosen to take as the main theme of this chapter the question of relations between ICTs and society. With this point of view we are at the heart of a number of debates: debate on the effects of communication, which for a long time mobilized sociologists of the media; extensive debate on determinism among historians of techniques; and debate around the sociotechnical perspective which has now been adopted by most sociologists of science and technology."

17 de abril de 2010

175 anos do mais antigo jornal português


O jornal 'Açoriano Oriental', o mais antigo jornal português e o segundo mais antigo da Europa em publicação, festeja amanhã 175 anos de vida.
As comemorações do 175.º aniversário do matutino incluem, em Maio próximo, a realização de um colóquio sobre o "Futuro da Imprensa Regional", sendo que em Novembro será lançado um livro sobre a história do Açoriano Oriental até ao final do século XX.
(Fonte: DN)

Ver também:
JN: O jornal mais antigo
DN: janela dos Açores há 175 anos

15 de abril de 2010

75 anos de serviço público de rádio em Portugal

A publicação do livro “A História da Rádio Pública em Portugal”, que está a ser preparado por uma equipa de investigadores liderada pelo jornalista Joaquim Vieira; o início do processo de digitalização do arquivo da rádio; e a realização, em Outubro, da conferência ‘A História da Rádio Pública em Portugal’, no qual deverão ser apresentadas as conclusões de um estudo qualitativo que analisa a eficácia da mensagem radiofónica e a dimensão social da rádio”. Estas são algumas das formas de assinalar os 75 anos da rádio pública em Portugal, ontem reveladas pelo director de programas das antenas nacionais da RDP, Rui Pêgo.
A evocação passa ainda pela emissão de programas específicos. Neste âmbito, Rui Pêgo dá destaque aos programas “27 mil dias de Rádio” – que são “75 anos contados da história e evolução de Portugal e do mundo” – e “Os anos da rádio”, que “vai tentar mostrar algumas das grandes produções feitas na rádio ao longo dos anos”, ambos da Antena 1. “Na Antena 2 estamos já a emitir ‘O gosto pela música’, um programa criado em 1956 e emitido durante 30 anos, em que se conversa sobre música, vamos reemitir peças de teatro radiofónico realizadas ao longo de 40 anos e o concerto com os laureados do prémio Jovens Músicos, realizado este ano nos Açores”, revelou o responsável."

Fonte: Meios & Publicidade

11 de abril de 2010

Espólio de 'O Primeiro de Janeiro' à venda



Espólio do jornal 'O Primeiro de Janeiro' à venda , titula hoje o Diário de Notícias. A matéria refere-se à decisão judicial de vender o arquivo fotográfico e uma colecção daquele matutino portuense, para fazer face a dívidas a diferentes credores.
Segundo o DN, «entre os bens a vender está o arquivo fotográfico do jornal, "constituído por um conjunto considerável de envelopes numerados, contendo inúmeras fotografias, desenhos e gravuras e no verso anotações do evento e/ou das personagens nelas registadas, avaliado em 55 mil euros". Também à venda está o arquivo histórico do jornal, "constituído pelo conjunto de todos os espécimes publicados no jornal O Primeiro de Janeiro desde a sua fundação (1868), encadernado em pele até ao ano de 2003 e o restante em avulso", avaliado em 160 mil euros»
«
O Primeiro de Janeiro - ainda segundo o DN - nasceu a 1 de Dezembro de 1868, mais de uma década depois do surgimento de O Comércio do Porto e quatro anos após o lançamento do DN. Em 2008, o jornal Primeiro de Janeiro suspendeu a sua publicação, após o despedimento colectivo de toda a redacção, regressando às bancas poucos dias depois pela mão de Rui Alas, ex-director do suplemento desportivo daquele órgão, e quatro jornalistas do mesmo suplemento».

8 de abril de 2010

"O parêntesis de Gutenberg"

Há quem veja a era em que estamos a entrar, marcada pelas novas possibilidades tecnológicas de interacção, de conversação, de oralidade, como uma espécie de regresso à era pré-Imprensa, tomando os séculos que se seguiram, marcados pelo impresso, como um intervalo. Vale a pena, a este propósito, ler este texto:http://j.mp/9lR8B2: "The Gutenberg Parenthesis: Thomas Pettitt on parallels between the pre-print era and our own Internet age", de Megan Garber".

O conceito de "parêntesis de Gutenberg" foi proposto por Tom Pettitt, Professor de Inglês, na Universidade do Sul da Dinamarca e usado numa conferência do MIT sobre , "Folk Cultures and Digital Cultures". ("Before the Gutenberg Parenthesis: Elizabethan-American Compatibilties" Tom Pettitt)

3 de abril de 2010

iPad à venda - "o fim da História" para os livros?



Na página de opinião do New York Times, comenta-se o lançamento no mercado do novo gadget da Apple, o iPad, nestes termos:
The End of History (Books): "TODAY, Apple’s iPad goes on sale, and many see this as a Gutenberg moment, with digital multimedia moving one step closer toward replacing old-fashioned books.

Speaking as an author and editor of illustrated nonfiction, I agree that important change is afoot, but not in the way most people see it. In order for electronic books to live up to their billing, we have to fix a system that is broken: getting permission to use copyrighted material in new work. Either we change the way we deal with copyrights — or works of nonfiction in a multimedia world will become ever more dull and disappointing.
(...) "

Para continuar a ler: AQUI

2 de abril de 2010

Sinais de comunicação humana com 60.000 anos


"Será que essas linhas gravadas em ovos de avestruz há 60.000 anos (ver foto) serão os primeiros sinais de seres humanos que usam a arte gráfica para comunicar?".
A pergunta surgia, no mês passado, na revista New Scientist (ed. nº 2750), a propósito das gravuras descobertas em 270 fragmentos de casca de ovo, no Shelter Rock Diepkloof, no Cabo Ocidental, África do Sul.
"Até recentemente - nota a New Scientist - a primeira evidência consistente de comunicação simbólica provinha das formas geométricas que aparecem ao lado de arte rupestre de todo o mundo, que datam de 40.000 anos atrás (New Scientist, 20.2.20010, p 30). Descobertas mais antigas, como os pedaços de ocre gravados, da caverna de Blombos, na África do Sul, com 75.000 anos, têm sido raros e difíceis de distinguir de rabiscos sem sentido".
Para Pierre-Jean Texier, da Universidade de Bordeus, e para a sua equipa, que tem trabalhado no terreno, o facto de estes vestígios, sempre os mesmos, se repetirem ao longo de pelo menos 5000 anos, mostra que estamos perante "uma marca característica da comunicação simbólica e um sinal do pensamento humano moderno".

[Foto: Pierre-Jean Texier/Diepkloof Project]

27 de março de 2010

1933 - Lei da Censura Prévia

[Clicar sucessivamente para ampliar]

23 de março de 2010

Antepassados do iPad

A propósito do iPad e das várias formas que o 'tablet' tem vindo, a cada dia que passa, a revestir, a revista Wired publicou "How the Tablet Will Change the World", de Steven Levy. O texto, cuja leitura se sugere, vem acompanhado de um trabalho gráfico que passa em revista os modelos de antepassados do iPad.

1900-1800 BCE
The wedge-shaped cuneiform on this Assyrian tablet is actually early legalese.

1700s
Erasable slates used by schoolkids put a premium on memorization.

1888
A paper mill employee cut, ruled, and bound reject sheets to create the legal pad.

1993
The Apple MessagePad—and the Newton OS—almost recognized handwriting.

1987
Star Trek introduced the PADD — Personal Access Display Device.

Illustrations: Elizabeth Traynor

22 de março de 2010

História da comunicação

Histoire des communications: compreende os seguintes apartados:

# Origines de la parole
# L'évolution du langage
# L'écriture
# Le télégraphe et le téléphone
# La danse et la musique
# La radio
# La poste
# L'imprimerie
# Conclusion
# Bibliographie"

13 de março de 2010

História do telejornal em França

Portugal evocou em Outubro último os 50 anos do seu Telejornal (RTP1). Na França, os serviços informativos diários começaram alguns anos antes dos nossos, em 1949. Com recurso aos arquivos do Institut National de l' Audiovisuel, foi recentemnte produzido um trabalho de Jean-Claude Guidicelli que se estende por sete vídeos e que passa em revista o percurso do telejornal em França. Para visionar o trabalho: "Le JT, toute une histoire".

1. Prologue

2. 1949-1958 Les pionniers

3. 1958-1969: La télé du Général

4. 1970-1981 : Les présentateurs vedettes

5. 1982-1995 : L’ouverture à la concurrence

6. 1995-2009 : Info, pouvoir et numérique

7. Epilogue


26 de fevereiro de 2010

História da Imprensa Desportiva

Deverá ter sido hoje apresentada e discutida na Universidade de Évora a tese de doutoramento intitulada "HISTÓRIA DA IMPRENSA PERIÓDICA DESPORTIVA PORTUGUESA, 1875-2000". A investigação tem por autor Francisco Pinheiro que analisou 940 publicações periódicas desportivas, criadas em Portugal.
Segundo o autor, que já havia editado na Minerva o livro "A Europa e Portugal na imprensa desportiva (1893- 1945)","este estudo possibilitou (...)a identificação das principais linhas editoriais e tendências discursivas subjacentes à actividade jornalística desportiva portuguesa, assim como os diferentes trajectos e retóricas, em distintos espaços e dimensões temporais".

(via Indústrias Culturais).

16 de fevereiro de 2010

Uma cronologia dos novos media

O sector dos chamados 'novos media' tem conhecido um desenvolvimento significativo nas últimas décadas. O ritmo é de tal modo frenético que é fácil perder de vista o percurso e as suas múltiplas facetas e marcos. O Poynter Institute, dos Estados Unidos da América construiu uma cronologia que abarca a história dos novos media e do jornalismo online, desde 1969 até 2008. Quarenta anos em retrospectiva, pois.

13 de fevereiro de 2010

Museu de TV online

The Online Television Museum.

A fotografia e o percurso do fotojornalismo

José-Manuel Nobre-Correia, professor na Universidade Livre de Bruxelas, denuncia na sua habitual coluna dos sábados no Diário de Notícias, o que se tem vindo a passar, nas décadas mais recentes com as principais agências de fotografia de actualidade - morte ou crise grave.
A esse propósito traça um rápido panorama sobre a história da fotografia, em particular o seu uso como forma de e linguagem do jornalismo, recordando a entrada em cena das newsmagazines, o nascimento das grades agências como a Gamma ou a Sygma e, finalmente, a sua diluição, diante das grandes agências das fotos de ilustração, com destaque para a Corbis, fundada por Bill Gates.
"Uma amargurada rendição

J.-M. Nobre Correia

Historicamente, sabe-se de quando data a fotografia. Embora haja quem a atribua ao francês Nicéphore Niépce, em 1827. Enquanto outros preferem evocar o seu compatriota Louis Daguerre, em 1839. Ou até o britânico William Henry Fox Talbot, no mesmo ano. Embora só a partir de 1850 e da fotogravura química é que a foto tenha podido ser impressa.

Já o fotojornalismo é dificilmente datável. Digamos que a abordagem da actualidade pela foto foi emergindo em fins do século XIX. E que passou a ser uma componente importante da informação jornalística durante a Primeira Guerra Mundial : os leitores queriam ver os danos da guerra. Curiosidade que aumentou no período entre as duas guerras, momento áureo do fotojornalismo.

Nos anos 1950-70, o fotojornalismo sofreu a crise dos magazines ilustrados, vítimas da expansão da televisão. Perante a imagem animada, a fixa perdeu força. Até que, na charneira dos anos 1960-70, a criação das agências Gamma (1967), Sygma e Sipa Pres (ambas em 1973) veio relançar o fotojornalismo e deslocar o seu epicentro de Nova Iorque para Paris.

Esta nova fase áurea do fotojornalismo vai durar uma trintena de anos. A entrada em força das agências AFP, Reuters e EPA no sector, em 1985, impôs-lhes uma rude concorrência, obrigando-as a digitalizar a produção e a arquivação, e a recorrer à transmissão à distância. O que supôs um investimento financeiro que não conseguiram suportar.

Em 1989 entra em campo Corbis e em 1995 Getty Images, agências de fotos de ilustração (e não de informação) criadas respectivamente pelos magnatas William (Bill) Gates e Mark Getty (que a cede em Fevereiro de 2009 a um fundo de investimento). Corbis absorve Sygma e fá-la desaparecer em 2006. Gamma é declarada em falência em Janeiro. Sipa Press vai mal. E a célebre Magnum, fundada em 1947, acaba de vender o seu arquivo nova-iorquino ao magnata Michael Dell. Como uma rendição ao império da foto de ilustração, desconectado de um mundo que continua a pulsar ao ritmo das vicissitudes humanas?
Ler a crónica completa: AQUI

12 de fevereiro de 2010

British Library lança cronologia histórica multimédia


A Biblioteca Britânica lançou online uma cronologia multimédia de acontecimentos históricos, que abarca o período que vai desde a Idade Média à actualidade. Inclui manuscritos de grandes figuras da História, reproduções de textos,imagens e sons originais de alguns eventos maiores, o primeiro livro impresso do Ocidente, entre outros materiais.
Um dos pontos de interesse desta iniciativa é a possibilidade de construir cronologias temáticas em torno de conceitos como, por exemplo, "vida quotidiana", "política, poder e rebelião" ou "literatura, música e entretenimento". É igualmente possível construir uma timeline de favoritos.

29 de janeiro de 2010

Leis de Imprensa (1820-1974)

A Hemeroteca de Lisboa, disponibilizou no seu site as principais "Leis de Imprensa (1820-1974)" uma secção contendo os diplomas legislativos mais importantes publicados no Diário do Governo ou no Diário da República entre 1820 e 1974 (para já os diplomas legais vão apenas até ao início do "Estado Novo".).
Fica, assim, à disposição de estudantes e investigadores um conjunto de fontes/documentos da maior relevância para a história da legislação relativa ao exercício da imprensa escrita em Portugal.

Gravura: A lei de imprensa e a pena do silêncio
[Paródia, n.º 185 - 23 Mar. 1907]

13 de janeiro de 2010

Do fonógrafo ao grande ecrã

Na revista argentina question, nº 18, vem este artigo: DEL FONÓGRAFO A LA PANTALLA GRANDE. LAS TECNOLOGÍAS SONORAS EN LOS ALBORES DE LA INDUSTRIA CULTURAL, da autoria de Guillermo Quiña (Universidad de Buenos Aires / CONICET) y Florencia Luchetti (Universidad de Buenos Aires)
Resumo:
El presente artículo enlaza dos áreas de interés centrales para la comprensión de la industria cultural: la música y el cine. Entendiendo que su articulación adquiere una modalidad particular a partir del surgimiento del cine sonoro, analizamos algunas implicancias de la incorporación de las tecnologías sonoras en el cine. Éstas intervinieron de modo destacado en el debate acerca de la especificidad estética del cine, en la consolidación de un modo de representación, en la construcción de audiencias masivas y en la configuración de la experiencia espectatorial cuyas consecuencias, lejos de reducirse al ámbito cinematográfico, resultaron fundamentales para el desarrollo de la industria de la cultura en su conjunto. A partir de considerar la condición eléctrica del dispositivo fonográfico y situando así la problemática de la reproducción eléctrica del sonido en la perspectiva de la economía política de la cultura, destacamos los alcances de esas transformaciones a la luz de su integración en el desarrollo de la industria cultural a lo largo del siglo. Particularmente, indagamos la dimensión ideológica explorando las formas de conciencia generadas por -y manifestadas en- la producción y articulación de las industrias discográfica y cinematográfica.

11 de janeiro de 2010

Árvore genealógica do livro

(Clicar para ver em tamanho legível)
The Evolution of the Book
(Fonte: AQUI)

3 de janeiro de 2010

Tecnologia e seu impacto na Imprensa - um caso

Os jornais debatem-se hoje com uma crise quase de dimensões existenciais, perante o impacto do digital e das redes de comunicação planetárias, acentuada pela crise económica. Mas não é a primeira vez que tal acontece. Quando surgiram a rádio, primeiro e, sobretudo, a televisão, algo de análogo (embora não equivalente) se passou e está para se descobrir o modelo que permitirá à imprensa ree-contrar o seu lugar e o seu nicho.

Um trabalho recente publicado pela revista The Economist recorda, por seu teu turno, um outro momento (nos anos 40 do séc. XIX) em que uma tecnologia, neste caso, o telégrafo, obrigou a imprensa a uma ruptura com métodos e conteúdos, para enfrentar a nova situação.
Eis alguns excertos desse texto intitulado "Network effects - How a new communications technology disrupted America’s newspaper industry—in 1845":
"(...) James Gordon Bennett, the editor of the New York Herald and author of the gloomy prediction of May 1845, concluded that the telegraph would put many newspapers out of business. “In regard to the newspaper press, it will experience to a degree, that must in a vast number of cases be fatal, the effects of the new mode of circulating intelligence,” he wrote. He returned to his theme in another editorial in July. “All those papers which serve merely as vehicles of intelligence will be destroyed,” he declared. “The scissors-and-paste journalism of the country will be annihilated.”
(...)
The telegraph did indeed reshape the newspaper industry, but not in the way that Bennett and others had predicted. For although telegraph wires could deliver news more rapidly than ever, they had a “last mile” problem: they could not disseminate news quickly to thousands of people. Only printed newspapers could do that. Far from putting papers out of business, the telegraph actually made them more attractive and increased their sales. For the first time it became possible to read up-to-date business and political news within hours of its occurrence.
(...)
What lessons does the telegraph hold for newspapers now grappling with the internet? The telegraph was first seen as a threat to papers, but was then co-opted and turned to their advantage."
Texto integral AQUI.

ACT. (24.01.2010): Entretanto, o brasileiro Observatório da Imprensa fez a tradução do texto de The Economist, o qual pode ser lido AQUI.

1 de janeiro de 2010