27 de maio de 2008

Sidney Pollack (1934 - 2008)


Chega-nos a notícia da morte do realizador Sidney Pollack, aos 73 anos. Claro que Pensamos logo em África Minha, mas não esquecemos, no âmbito mediático, o seu filme "Absence of Malice", que em Portugal circulou com o título "A Calúnia", lançado em 1981 e tendo Paul Newman e Sally Field como principais protagonistas.
Nele Pollack coloca-nos perante uma das grandes ameaças ao jornalismo, mesmo ainda hoje, mesmo ao jornalismo cumpridor e bem intencionado: a manipulação dos jornalistas pelas fontes.

26 de maio de 2008

Cinema e jornalismo

A cinematografia é uma fonte preciosa para perceber talvez não tanto a história do jornalismo, mas as percepções que os cineastas foram fazendo da profissão e dos media.
Alguns filmes tornaram-se lendários neste âmbito e são vários os sítios na Internet que procuram sistematizar momentos, películas e autores.
O Observatório da Imprensa tem um espaço dedicado a este tema, organizado por décadas, intitulado precisamente "Jornalismo e cinema". Da autoria de Joaquim Vieira a apresentação deste espaço considera que

Jornalismo e cinema são duas práticas narrativas com afinidades, embora uma lide com a realidade e a outra com a ficção. O que as aproxima é o potencial dramático que a segunda entrevê na primeira. Para quem se interessa por estudar esta relação, elaborámos uma lista de filmes de ficção que abordam o jornalismo, com links (quando existam) para se saber mais sobre cada um deles. Em alguns casos, que pretendemos destacar, fazemos também a nossa apreciação.

21 de maio de 2008

Colecção de livros para leitura online

A Questia proporciona uma selecção de livros sobre História do Jornalismo (sobretudo no espaço anglo-saxónico) cuja leitura pode ser efectuada online. AQUI.

4 de maio de 2008

Dia Mundial da Liberdade de Imprensa [3 de Maio]


O Dia Mundial da Liberdade de Imprensa foi instituído com o objectivo de valorizar um direito fundamental da pessoa humana, a liberdade de expressão, que tem na imprensa escrita um dos seus veículos fundamentais. Para assinalar este dia, a Hemeroteca Municipal de Lisboa, no quadro da sua missão junto do público em geral, e dos estudantes e investigadores em particular, cria uma nova secção na Hemeroteca Digital, a que chamou Leis de Imprensa, e que tem por objectivo reunir os diplomas legislativos mais importantes publicados entre 1820 e 1974. Começamos com dois diplomas publicados durante o governo de João Franco, a Lei de 11 de Abril de 1907, considerada pelo monárquico Júlio de Vilhena como um “ignóbil ferrolho para manietar vilmente a liberdade de pensamento”, e o Decreto de 21 de Junho do mesmo ano, que entregava os jornais ao arbítrio dos governadores civis. Dois documentos importantes para a história da imprensa periódica portuguesa, agora disponíveis em linha, aqui.

Via: site do Clube de Jornalistas

1 de maio de 2008

Bibliografia sobre jornalismo antes de 1974

Indicadores de produção bibliográfica portuguesa sobre jornalismo até à Revolução de 25 de Abril de 1974, de Jorge Pedro Sousa, Nair Silva, Mônica Delicato, Gabriel Silva, Carlos Duarte
Este texto insere-se no projecto “Teorização do Jornalismo em Portugal: Das Origens ao 25 de Abril de 1974″[1], no âmbito do qual procurámos inventariar os livros e similares (ou seja, obras “individuais”) que teorizam sobre jornalismo editados em Portugal até à Revolução de 25 de Abril de 1974 e que são da autoria de autores portugueses.
(Uma versão em pdf pode ser também consultada e descarregada).

Relembrando o contexto histórico: Portugal 1644 – 1974, de Jorge Pedro Sousa
O tipo de teorização sobre jornalismo que se desenvolveu em Portugal só pode ser entendida tendo em consideração a evolução do contexto histórico. Aliás, o que se disse sobre Portugal seria válido para qualquer outro país do mundo. Ora, tendo em consideração que o mais antigo documento português que se encontrou onde se reflecte sobre jornalismo é de 1644 (Azevedo, 1644), deve-se, em consequência, relembrar, igualmente, que o mesmo foi produzido em pleno contexto das guerras pela Restauração da Independência, depois do golpe de Estado que afastou o Rei D. Filipe III (D. Filipe IV de Espanha) e colocou no trono o Duque de Bragança, sob o nome de D. João IV. A perspectiva de Azevedo (1644) é, assim, a de um adepto da Restauração que procura repor a verdade contra as notícias alegadamente falsas das publicações espanholas e da Gazeta de Génova.