29 de junho de 2010

Publicidade antiga como fonte de estudo

Os antepassados dos actuais anúncios 'classificados' podem ser uma fonte interessante não apenas para o estudo da sociedade da altura, mas também para a percepção da recorrência, continuidade ou descontinuidade de certos fenómenos e pólos de interesse.
A consulta dos anúncios ou 'reclames' de 'O Micróbio', a que aludimos no post anterior, representa uma 'mina' a explorar, naqueles (e porventura noutros sentidos. Aqui ficam dois exemplares, para amostra e motivação:

27 de junho de 2010

Digitalizado O MICRÓBIO. Semanário de Caricaturas (1894-1895)

A Hemeroteca de Lisboa acaba de anunciar a disponibilização online de Micróbio, semanário de caricaturas, depois de já ter colocado em linha as duas séries d’ O António Maria, o mais relevante jornal humorístico publicado em Portugal no século XIX, dirigido pelo genial caricaturista Rafael Bordalo Pinheiro.
"Coexistindo, e concorrendo, com O António Maria, O Micróbio teve como redactores artísticos Celso Hermínio, outro nome grande da caricatura portuguesa, e Augusto Pina. Os textos eram assegurados pela pena de Tito Martins, que adoptou o pseudónimo de “Titan”. Tal como O António Maria, O Micróbio atacava impiedosamente qualquer política, viesse ela do governo ou da oposição, a par duma atenção especial pelo teatro e pela literatura. Mas nada como revisitar as caricaturas de Celso Hermínio e a verve humorística de Tito Martins, agora acessíveis à distância de um clique, aqui. Para saber mais sobre a história d’ O Micróbio, leia aqui a ficha histórica que Rita Correia dedicou ao semanário de caricaturas".
(Fonte: Newsletter da Hemeroteca Municipal, relativa a Junho de 2010)

14 de junho de 2010

"Rewiring the Mind" na BBC

A BBC Radio 3 começa hoje a emitir uma série de programas que se pprolongam por toda a semana, às 23 horas sobre a História dos Media. A série, da autoria do Prof. David Hendy, da Universidade de Westminster, London, tem como título genérico "Rewiring the Mind" , analisando o modo como os modernos media electrónicos alteraram os nossos modos de pensar, desde 1900 para cá. Os cinco episódios da série versarão os aspectos seguintes:

1. The Ethereal Mind (on early wireless and ideas about transmission of thought)
2. The Cultivated Mind (on ideas about broadcasting and education in the 1920s and 1930s)
3. The Anxious Mind (issues of witnessing horror, mood, etc, e.g. the Holocaust and the 1986 Space Shuttle disaster).
4. The Fallible Mind (about intimacy and imperfection as seen on 1950s TV)
5. The Superficial Mind (on whether the Internet is degrading our cognitive skills).

Os programas podem ser escutados no site da BBC/Radio 3 ou através dos respectivos podcastings, nos sete dias seguintes à respectiva emissão, AQUI (procurar pelo nome do programa).

Exposição sobre Marconi em Braga

É inaugurada depois de amanhã, dia 16, em Braga, a exposição "Guglielmo Marconi - o pioneiro das radiocomunicações". O acto decorre na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, às 18h30, com a presença do Cônsul Honorário da Itália no Porto, Angelo Arena.
A exposição, que ficará patente naquele instituição cultural bracarense até 3 de Julho próximo, insere-se num conjunto de actividades que visam sensibilizar para a aprendizagem das línguas, no âmbito do "Verão das Línguas", uma iniciativa do BabeliUM - Centro de Línguas da UMinho, que decorre durante o mês de Julho e abrange também o italiano.
O inventor italiano Guglielmo Marconi nasceu em Bolonha e foi em 1895, do sótão da sua casa, queenviou os primeiros sinais radioeléctricos, dando origem à época das comunicações sem fios.

31 de maio de 2010

Leitura: nascimento da sociedade mediática

Sugestão de leitura:
"Naissance de la société médiatique - La mise en scène des moyens audiovisuels dans le dessin de presse".
O texto é de Fabrice d'Almeida e foi publicado num número especial de 1998 da revista "Recherches contemporaines", dedicado à imagem satírica.

18 de maio de 2010

17 de maio de 2010

200 momentos que mudaram o jornalismo



O Poynter Institute tem uma cronologia dos media desde finais dos anos 60 até ao presente. É alimentada pelo director da Biblioteca daquele Instituto, David Shedden. Por obra dele, após análise atenta dos últimos dez anos, acaba de surgir agora o trabalho visual "200 momentos que transformaram o jornalismo". A apresentação deste esforço está AQUI. O trabalho propriamente dito encontra-se AQUI.

5 de maio de 2010

Piratas de ontem e de hoje

NO Público (P2), escreve hoje Vítor Belanciano (cf. Público - Da boca para a verdade):

"(...)Alguns actos de pirataria são roubo. Mas a realidade não é a preto e branco. Outros há que têm transformado a sociedade onde vivemos para melhor. Reformulando mercados. Forçando corporações que inicialmente os hostilizam a mudar, a serem mais competitivas, eficazes e inovadoras. Quando Edison inventou o fonógrafo, acusaram-no de pirataria. Estava a roubar-lhes o trabalho, diziam os músicos. Até que foi criado o sistema de pagamento de royalties e todos ficaram satisfeitos.

Mais tarde, quando Edison inventou a máquina de filmar, exigiu que fosse criada uma taxa, a ser paga por quem fazia filmes com a sua tecnologia. Como consequência, realizadores piratas deixaram Nova Iorque e foram para oeste, onde operaram, sem licença, até que a patente de Edison expirou. Estes piratas ainda estão lá, agora legalmente, na cidade que fundaram: Hollywood (...)".

2 de maio de 2010

De onde vem o termo 'rádio'?

Bom: se quisermos começar pelo étimo, teríamos de ir à palavra latina 'radius', que está na origem das actuais 'irradiar', 'irradiação', 'radial', 'radioso' 'raiar, 'radiante', 'raio' e, claro, rádio.
Foi nos princípios do século XX, e ligado à telegrafia sem fios e à utilização das ondas hertzianas, que se foi instituindo e vulgarizando a designação do novo meio de comunicação. Alguns pormenores: AQUI.

1 de maio de 2010

Para a história do Twitter

Pode não haver ainda uma História do Twitter, mas já há quem queira fazer uma das hashtag, etiquetas que permitem agregar tweets sobre um mesmo assunto. Num post recente é isso que tenta fazer Liz Gannes (cf The Short and Illustrious History of Twitter #Hashtags, no Gigaom). Uma história recentíssima, visto que o primeiro hashtag nem três anos de vida tem: o primeiro vem associado a um tweet de Agosto de 2007, uma invenção de Chris Messina, então consultor da Citizen Agency.