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28 de setembro de 2012

História do fotojornalismo

Historia del fotoperiodismo Este recurso interativo disponibilizado pela EduCaixa, de Espanha, é uma apresentação que permite navegar por "diferentes momentos e tendências do fotojornalismo". nomeadamente os primeiros jornais, as primeiras fotos de imprensa, a foto-reportagem clássica, a foto documental e o aparecimento do vídeo e da Internet. Informação complementar: AQUI

12 de janeiro de 2012

"Um jornal português em Inglaterra" dirigido ao Brasil

"Hipólito José da Costa Pereira Furtado de Mendonça foi o jornalista mais influente do Brasil no período anterior à Independência. Seu jornal, o Correio Braziliense, áspero crítico do governo, contribuiu para a formação da consciência nacional. Vários de seus escritos não perderam atualidade. Como disse Afonso Arinos de Mello Franco, “ainda hoje ficamos admirados com a precisão do julgamento de Hipólito”.
Hipólito nasceu em 25 de março de 1774, na Colônia do Sacramento, então um enclave português às margens do Rio da Prata e que agora forma parte do Uruguai. Estudou em Porto Alegre e se formou em direito e filosofia em Coimbra. O governo português o enviou aos Estados Unidos com a missão de estudar o cultivo de plantas úteis ao Brasil, a mineração e a indústria do país. Dessa viagem, que durou dois anos, resultou a sua filiação à maçonaria e o contato direto com a democracia e a liberdade de expressão, que contribuiriam de maneira decisiva para sua formação política. Em Lisboa, onde chegou em fins de 1800, foi nomeado diretor da Impressão Régia.
Em 1802, viajou a Londres com a missão de adquirir livros para a Biblioteca Pública e material para a Impressão Régia. Fez contato com os maçons ingleses, principalmente o príncipe Augustus Frederick, duque de Sussex, sexto filho do rei George III, irmão do rei William IV e alto cargo da maçonaria britânica. Ele seria seu protetor. Quando retornou a Lisboa, Hipólito foi preso por ser maçom e transferido para a prisão do Santo Ofício. Conseguiu fugir três anos depois, chegando a Londres em 1805 através de Gibraltar. (...) 

Continuar a ler: AQUI

17 de fevereiro de 2011

História, comunicação e jornalismo

O vol. 10 - nº2 da revista Interin, do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Linguagens da Universidade de Tuiuti do Paraná (Brasil) já se encontra publicado e traz um dossiê temático sobre “Comunicação e História”, com artigos de diversos pesquisadores nacionais e internacionais, nomeadamente:

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13 de janeiro de 2011

Será a lógica dos blogs assim tão recente?

Sob o título "Blogging, Now and Then", Robert Darnton pergunta-se numa das edições de 2010 da revista The New York Review of Books se o fenómeno subjacente aos blogs será assim tão recente e se não poderemos encontrar, nos 'libelos' dos primórdios da imprensa periódica algo de análogo. A febre das notícias e dos rumores, a personalização da informação, a insatisfação com os processos tradicionais de circulação das notícias poderiam - mutatis mutandis - ser elementos de quadros de fundo com as suas semelhanças. O mote é dado aqui:
How new, then, is bloggery? Should we think of it as a by-product of the modern means of communication and a sign of a time when newspapers seem doomed to obsolescence? It makes the most of technical innovations—the possibility of constant contact with virtual communities by means of web sites and the premium placed on brevity by platforms such as Twitter with its limit of 140 characters per message. Yet blog-like messaging can be found in many times and places long before the Internet.
Para ler o texto completo: AQUI.

16 de novembro de 2010

Para a história do pensamento sobre o jornalismo em Portugal


Acaba de sair, em dois volumes integralmente acessíveis na web, a obra"Pensamento Jornalístico Português: Das origens a 1974", sob a coordenação de Jorge Pedro Sousa, professor da Universidade Fernando Pessoa, do Porto.
Em mais de 1700 páginas, este trabalho de fundo inventaria e analisa um vasto conjunto de autores que escreveram sobre o jornalismo, desde o século XVII até à actualidade.
A sinopse deste trabalho é a seguinte:
Como foi pensado o jornalismo em Portugal até à Revolução de 1974? Foi esta a grande questão que balizou a produção deste livro colectivo,produzido no âmbito de um projecto de investigação financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia. Foi intenção dos autores realçar os contributos autóctones para a edificação das teorias do jornalismo. Deve salientar-se o elevado número de autores portugueses,alguns dos quais injustamente esquecidos, que pensaram o jornalismo ao longo do tempo. Em Portugal, escreve-se sobre jornalismo pelo menos desde 1644, e muito mais se escreveu a partir do século XIX. O resultado mais impressivo do projecto foi precisamente a redes coberta de centenas de autores nacionais e do seu pensamento jornalístico,pois parecia ter-se desvanecido da memória académica nacional, num tempo de injusta omnipresença e aparente omnipotência do inglês como língua de conhecimento, a produção intelectual portuguesa sobre jornalismo, rica em variedade e interesse.

21 de agosto de 2010

31 de julho de 2010

"Primeira fotojornalista de guerra morta num conflito"

Taro, junto a Robert Capa en una imagen de 1937. | Efe
El Mundo recorda hoje a jornalista Gerda Taro, a "primeira fotojornalista de guerra morta num conflito, cuja trajectória se fez com Robert Capa:

"Era julio de 1937 cuando Gerda Taro pasó a ser considerada "mártir antifascista" por el Partido Comunista Francés (PCF) tras encontrar la muerte en Brunete (Madrid), a los 26 años, bajo las cadenas de un tanque republicano que aplastó literalmente la mitad de su cuerpo (...)". Continua a ler: AQUI.
(Foto: Agência Efe)

18 de maio de 2010

17 de maio de 2010

200 momentos que mudaram o jornalismo



O Poynter Institute tem uma cronologia dos media desde finais dos anos 60 até ao presente. É alimentada pelo director da Biblioteca daquele Instituto, David Shedden. Por obra dele, após análise atenta dos últimos dez anos, acaba de surgir agora o trabalho visual "200 momentos que transformaram o jornalismo". A apresentação deste esforço está AQUI. O trabalho propriamente dito encontra-se AQUI.

16 de fevereiro de 2010

Uma cronologia dos novos media

O sector dos chamados 'novos media' tem conhecido um desenvolvimento significativo nas últimas décadas. O ritmo é de tal modo frenético que é fácil perder de vista o percurso e as suas múltiplas facetas e marcos. O Poynter Institute, dos Estados Unidos da América construiu uma cronologia que abarca a história dos novos media e do jornalismo online, desde 1969 até 2008. Quarenta anos em retrospectiva, pois.

21 de outubro de 2009

Quando o jornalismo desportivo era "coisa menor"

Sob o título "Este Jornalismo", escreve o director do Jornal de Notícias, na sua coluna de hoje:

"É bom recordar que, até à Primavera Marcelista, o regime nunca reconheceu os jornalistas desportivos, vedando-lhes o acesso à carteira profissional. Uma ignomínia! Vítor Santos, Homero Serpa, Carlos Pinhão, Carlos Miranda ou Alfredo Farinha, por sinal todos de 'A Bola', foram grandes jornalistas. A profissão não terá tido muitos repórteres da qualidade de Pinhão ou de Carlos Miranda, nem muita gente com a escrita tão limpa como o Homero ou o Farinha; e poucos chefes de Redacção terão suplantado Vítor Santos. Todos eles, figuras maiores da profissão, foram clandestinos durante anos e anos, porque o poder fascista tinha sobre a sua actividade a mesma opinião de Henrique Monteiro: era coisa menor. Devo dizer que comecei na profissão por um jornal desportivo, o 'Record', e que por lá encontrei alguns bons profissionais. E, sobretudo, numa altura em que não havia escolas de jornalismo, os jornais desportivos eram as grandes salas de aula, praticavam um jornalismo mais próximo das pessoas e dos acontecimentos, cultivavam todos os géneros, da reportagem à crónica e à entrevista, também porque, naturalmente, a censura não era tão atenta como acontecia com os jornais de informação geral."

9 de janeiro de 2009

Nas origens da imprensa e do jornalismo


[Jornal Mercurius Rusticus, de 1646, alusivo à guerra civil na Inglaterra]

Até ao final deste mês está patente na Folger Shakespeare Library, em Washington, uma exposição intitulada "Renaissance Journalism and the Birth of the Newspaper".
O interesse do facto - para além daqueles que podem ir fisicamente ao local - está em que o site desta Biblioteca disponibilizou uma série de materiais de bastante interesse, entre imagem e texto, incluindo uma parte pedagógica, a pensar nos mais pequenos.

3 de novembro de 2008

O maior arquivo de cartoons


"A maior base de dados de cartoons do mundo. É isso que nos promete British Cartoon Archive na Universidade de Kent, Reino Unido, que vai lançar já nesta quarta-feira o seu novo site, no qual adquire lugar de destaque o arquivo digitalizado do cartoonista Carl Giles, com mais de 12.000 peças.
Este espaço constitui, agora de forma reforçada, um lugar de destaque para o estudo da história política e social daquele país.
De acordo com uma notícia do Público online, Nicholas Hiley, o responsável pelo Arquivo de Cartoons Britânico, explica que a colecção começou em 1973 quando passaram a reunir recortes de "cartoons" de jornais que estavam guardados em velhas caixas, "desvalorizados pelos jornais".
Em Portugal, o Museu Nacional da Imprensa, sediado no Porto, além de uma Galeria Internacional do Cartoon, possui também uma galeria virtual de múltiplos países, alusiva ao tema do 11 de Setembro de 2001.

3 de julho de 2008

Do periodismo ao fluxo noticioso

"(...) Neste tipo de indagação genética convém sempre prestar atenção à etimologia. Jornalismo vem do francês journal, relacionado a pulsação diária – quotidien é sinônimo de jornal diário. Periodismo, em espanhol, é um termo mais preciso porque o intervalo entre as emissões não é necessariamente diário, pode ser semanal, quinzenal ou mensal. Acontece que a informação digital oferecida nos portais noticiosos não é periódica, é permanente, flui continuamente. É o usuário quem estabelece o ritmo da utilização, ao contrário dos periódicos propriamente ditos nos quais o ritmo comanda o usuário.(...)".

Alberto Dines, in
Darwinismo na Mídia - Exercícios especulativos sobre a evolução e extinção das espécies, in Observatório da Imprensa, 1.7.2008

19 de junho de 2008

De relationibus novellis

De relationibus novellis é o título da primeira tese sobre jornalismo apresentada numa universidade, neste caso, a de Leipzig, na Alemanha. O seu autor é Tobias Peucer e o facto aconteceu em 1690, há, portanto, quase 320 anos. A tese é está traduzida para português, tendo sido publicada pela Revista Estudos em Jornalismo e Mídia, da Universidade Federal de Santa Catarina, Brasil. É "composta por 29 parágrafos que traçam uma comparação entre o Jornalismo e a História. Analisa os tipos de relatos utilizados pela cultura ocidental desde a antiguidade,
identificando o jornalismo com a perspectiva do singular. Discute a questão da autoria, da noticiabilidade, da verdade e da credibilidade; propõe critérios de seleção e restrições ao que deve ser publicado; discute a forma e o estilo dos periódicos. Na presente versão, a tese é acompanhada por um preâmbulo do tradutor brasileiro Paulo da Rocha Dias".

27 de maio de 2008

Sidney Pollack (1934 - 2008)


Chega-nos a notícia da morte do realizador Sidney Pollack, aos 73 anos. Claro que Pensamos logo em África Minha, mas não esquecemos, no âmbito mediático, o seu filme "Absence of Malice", que em Portugal circulou com o título "A Calúnia", lançado em 1981 e tendo Paul Newman e Sally Field como principais protagonistas.
Nele Pollack coloca-nos perante uma das grandes ameaças ao jornalismo, mesmo ainda hoje, mesmo ao jornalismo cumpridor e bem intencionado: a manipulação dos jornalistas pelas fontes.

26 de maio de 2008

Cinema e jornalismo

A cinematografia é uma fonte preciosa para perceber talvez não tanto a história do jornalismo, mas as percepções que os cineastas foram fazendo da profissão e dos media.
Alguns filmes tornaram-se lendários neste âmbito e são vários os sítios na Internet que procuram sistematizar momentos, películas e autores.
O Observatório da Imprensa tem um espaço dedicado a este tema, organizado por décadas, intitulado precisamente "Jornalismo e cinema". Da autoria de Joaquim Vieira a apresentação deste espaço considera que

Jornalismo e cinema são duas práticas narrativas com afinidades, embora uma lide com a realidade e a outra com a ficção. O que as aproxima é o potencial dramático que a segunda entrevê na primeira. Para quem se interessa por estudar esta relação, elaborámos uma lista de filmes de ficção que abordam o jornalismo, com links (quando existam) para se saber mais sobre cada um deles. Em alguns casos, que pretendemos destacar, fazemos também a nossa apreciação.

21 de maio de 2008

Colecção de livros para leitura online

A Questia proporciona uma selecção de livros sobre História do Jornalismo (sobretudo no espaço anglo-saxónico) cuja leitura pode ser efectuada online. AQUI.

1 de maio de 2008

Bibliografia sobre jornalismo antes de 1974

Indicadores de produção bibliográfica portuguesa sobre jornalismo até à Revolução de 25 de Abril de 1974, de Jorge Pedro Sousa, Nair Silva, Mônica Delicato, Gabriel Silva, Carlos Duarte
Este texto insere-se no projecto “Teorização do Jornalismo em Portugal: Das Origens ao 25 de Abril de 1974″[1], no âmbito do qual procurámos inventariar os livros e similares (ou seja, obras “individuais”) que teorizam sobre jornalismo editados em Portugal até à Revolução de 25 de Abril de 1974 e que são da autoria de autores portugueses.
(Uma versão em pdf pode ser também consultada e descarregada).

Relembrando o contexto histórico: Portugal 1644 – 1974, de Jorge Pedro Sousa
O tipo de teorização sobre jornalismo que se desenvolveu em Portugal só pode ser entendida tendo em consideração a evolução do contexto histórico. Aliás, o que se disse sobre Portugal seria válido para qualquer outro país do mundo. Ora, tendo em consideração que o mais antigo documento português que se encontrou onde se reflecte sobre jornalismo é de 1644 (Azevedo, 1644), deve-se, em consequência, relembrar, igualmente, que o mesmo foi produzido em pleno contexto das guerras pela Restauração da Independência, depois do golpe de Estado que afastou o Rei D. Filipe III (D. Filipe IV de Espanha) e colocou no trono o Duque de Bragança, sob o nome de D. João IV. A perspectiva de Azevedo (1644) é, assim, a de um adepto da Restauração que procura repor a verdade contra as notícias alegadamente falsas das publicações espanholas e da Gazeta de Génova.

20 de abril de 2008

O Jornalismo e a rádio

No Infoinclusões, Vítor Soares recorda tempos não muito distantes em que na rádio não havia propriamente jornalistas. Começa assim:
Quem se lembra dos anos 60 do século passado sabe que não havia jornalistas na rádio. Havia locutores (noticiaristas) que liam as notícias dos jornais, correndo até aquele exemplo extremo de um locutor que, a dada altura, terá dito: “O Chefe de Estado, como se pode ver na figura ao lado, inaugurou ontem mais uma unidade industrial…”