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31 de julho de 2010

"Primeira fotojornalista de guerra morta num conflito"

Taro, junto a Robert Capa en una imagen de 1937. | Efe
El Mundo recorda hoje a jornalista Gerda Taro, a "primeira fotojornalista de guerra morta num conflito, cuja trajectória se fez com Robert Capa:

"Era julio de 1937 cuando Gerda Taro pasó a ser considerada "mártir antifascista" por el Partido Comunista Francés (PCF) tras encontrar la muerte en Brunete (Madrid), a los 26 años, bajo las cadenas de un tanque republicano que aplastó literalmente la mitad de su cuerpo (...)". Continua a ler: AQUI.
(Foto: Agência Efe)

13 de fevereiro de 2010

A fotografia e o percurso do fotojornalismo

José-Manuel Nobre-Correia, professor na Universidade Livre de Bruxelas, denuncia na sua habitual coluna dos sábados no Diário de Notícias, o que se tem vindo a passar, nas décadas mais recentes com as principais agências de fotografia de actualidade - morte ou crise grave.
A esse propósito traça um rápido panorama sobre a história da fotografia, em particular o seu uso como forma de e linguagem do jornalismo, recordando a entrada em cena das newsmagazines, o nascimento das grades agências como a Gamma ou a Sygma e, finalmente, a sua diluição, diante das grandes agências das fotos de ilustração, com destaque para a Corbis, fundada por Bill Gates.
"Uma amargurada rendição

J.-M. Nobre Correia

Historicamente, sabe-se de quando data a fotografia. Embora haja quem a atribua ao francês Nicéphore Niépce, em 1827. Enquanto outros preferem evocar o seu compatriota Louis Daguerre, em 1839. Ou até o britânico William Henry Fox Talbot, no mesmo ano. Embora só a partir de 1850 e da fotogravura química é que a foto tenha podido ser impressa.

Já o fotojornalismo é dificilmente datável. Digamos que a abordagem da actualidade pela foto foi emergindo em fins do século XIX. E que passou a ser uma componente importante da informação jornalística durante a Primeira Guerra Mundial : os leitores queriam ver os danos da guerra. Curiosidade que aumentou no período entre as duas guerras, momento áureo do fotojornalismo.

Nos anos 1950-70, o fotojornalismo sofreu a crise dos magazines ilustrados, vítimas da expansão da televisão. Perante a imagem animada, a fixa perdeu força. Até que, na charneira dos anos 1960-70, a criação das agências Gamma (1967), Sygma e Sipa Pres (ambas em 1973) veio relançar o fotojornalismo e deslocar o seu epicentro de Nova Iorque para Paris.

Esta nova fase áurea do fotojornalismo vai durar uma trintena de anos. A entrada em força das agências AFP, Reuters e EPA no sector, em 1985, impôs-lhes uma rude concorrência, obrigando-as a digitalizar a produção e a arquivação, e a recorrer à transmissão à distância. O que supôs um investimento financeiro que não conseguiram suportar.

Em 1989 entra em campo Corbis e em 1995 Getty Images, agências de fotos de ilustração (e não de informação) criadas respectivamente pelos magnatas William (Bill) Gates e Mark Getty (que a cede em Fevereiro de 2009 a um fundo de investimento). Corbis absorve Sygma e fá-la desaparecer em 2006. Gamma é declarada em falência em Janeiro. Sipa Press vai mal. E a célebre Magnum, fundada em 1947, acaba de vender o seu arquivo nova-iorquino ao magnata Michael Dell. Como uma rendição ao império da foto de ilustração, desconectado de um mundo que continua a pulsar ao ritmo das vicissitudes humanas?
Ler a crónica completa: AQUI

28 de novembro de 2009

Dois milhões de fotos e 85 anos de história

O arquivo fotográfico da agência Lusa passa a estar disponível no SAPO, fruto de uma parceria entre as duas entidades. São
85 anos de fotojornalismo que resultaram em mais de 2 milhões de fotografias (dois terabites de memória) que descrevem o mundo e os acontecimentos desde 1924.
"De grande valor histórico e jornalístico, este acervo fotográfico permite-nos conhecer, com o pormenor e poder que só a imagem tem, acontecimentos que marcaram a história mundial e nacional. O arquivo está organizado e dividido em 200 categorias e ao qual serão adicionadas diariamente 600 novas fotos."

17 de fevereiro de 2008

Irmãos Lumière na história da cor na fotografia


LA VIE EN COULEURS - Centenaire de l’Autochrome Lumière 1904 – 2004 foi o título de uma reportagem de Jean-Paul Barruyer inscrita no quadro de uma homenagem da cidade de Lyon a dois dos seus ilustres antepassados: August e Louis Lumière, considerados os autores do primeiro processo moderno de obtenção de fotos a cores. Através do slideshares podemos rever muitas dessas fotos, ainda que recuperadas e retocadas.
Esclarecimento do autor da reportagem:
Des photographies en couleurs avaient été réalisées en France dans les années 1860, mais les procédés restaient imparfaits, notamment avec la nécessité de faire trois prises de vue différentes pour un même cliché. Déjà inventeurs du Cinématographe en 1895, les frères Lumière mettent au point en 1904 la plaque de verre Autochrome sur laquelle sont étalés des millions de grains de fécule de pomme de terre, chacun teinté d’une des trois couleurs : rouge, vert ou bleu, associés à une surface sensible. Ils obtiennent ainsi des clichés positifs transparents donnant une image beaucoup plus lumineuse et naturelle qu’avec un support de papier opaque. Comme dans la peinture pointilliste, c'est la globalité du regard qui forme l'effet coloré et plein de charme de ces photographies. La commercialisation en 1907 met la photographie en couleurs à la portée de tous et les photographes de mode s’en emparent dès 1910. L'Autochrome restera sans réelle concurrent durant une trentaine d'années jusqu'à l'apparition des pellicules couleur remplaçant cette fragile diapositive de verre.

5 de dezembro de 2007

Nos primórdios da reportagem fotográfica

Uma hipótese interessante de ocupação do tempo, caso algum dos leitores passe por Paris nas próximas semanas, é uma visita ao Museu d'Orsay. Vale sempre a pena. Mas - para o âmbito deste blogue, vale especialmente agora que lá se encontra patente, até 6 de Janeiro de 2008, a exposição“Vers le reportage (1843-1933)”.
Aborda os primeiros passos da reportagem fotográfica, em particular a partir dos acontecimentos da Comuna de Paris, em 1848, em que mergiram na cena social e política as pessoas comuns, já não, porventura, os sans cullotte, ams os proletários, os camponeses, pequenos artesãos, os marginais e desclassificados de todo tipo.
Articulado com esta iniciativa foi publicado (e encontra-se à venda no local) o livro La photographie au musée d'Orsay : vers le reportage (1843-1933), de
Françoise Heilbrun (96 páginass, 62 ilustrações, disponível em francês, inglês e italiano).

No site da exposição lê-se o seguinte:
Le mot « reporter », qui désigne un journaliste enquêtant sur un sujet, est passé dans la langue française au début du XIXe siècle, alors que la presse était en plein essor. Le reportage photographique proprement dit se développe au XXe siècle avec le perfectionnement des appareils et l’explosion des revues illustrées. Il aura fallu attendre que l'impression simultanée de la photographie et du texte, au moyen d'une trame, soit rendue possible au tournant du siècle précédent, et enfin applicable sur une échelle industrielle.
Ce type d’enquêtes, dont les grands journaux allaient charger les « reporters », a existé, à dire vrai, dès l'invention de la photographie sur papier, au début des années 1840 mais elles étaient condamnées à rester relativement confidentielles.
La présente exposition, réalisée à partir des collections du musée d’Orsay, a pour thème le reportage social et ses prémices. Elle veut montrer comment les photographes, au cours du XIXe siècle ont vu cette majorité silencieuse de la société constituée par les ouvriers, les petits artisans, les paysans, les miséreux et les sans grade ou encore les peuples à peine touchés par la civilisation occidentale.
C’est après les évènements de 1848 que les “gens du commun” ont accédé à la “dignité historique”, pour reprendre l’expression du professeur Robert Herbert, et sont devenus un des thèmes privilégiés des philosophes, des écrivains et des peintres, avant d’être celui des politiques. Les photographes ont naturellement emboîté le pas. Les épreuves exposées ont été réalisées à des époques et dans des conditions très différentes. On y trouve des exercices d’artistes, telle la série sur les pêcheurs de New Haven prise en 1843 par Hill et Adamson, des commandes officielles de Napoléon III - sur la création d’un Hospice pour les ouvriers blessés sur les chantiers ou les inondations du Rhône -, ou bien de véritables études sociologiques, tel le reportage réalisé en 1919 à la demande d’un organisme caritatif à sur les communautés juives en Pologne… Ces clichés affirment, aussi sûrement que l’ont fait les oeuvres de Daumier, Courbet, Millet et Doré, l’existence de ces nouveaux héros. D’abord perçus comme représentants d’une classe, ils acquièrent au début du XXe siècle, maturation de la conscience sociale et perfectionnement des techniques aidant, le statut d’individus à part entière.
(Dica de Sur le Journalisme)
(Crédito da foto:
Thomas Annan, fundo do Musée d'Orsay)