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22 de março de 2011

História de Imprensa - infografia

Uma infografia que nos apresenta momentos chave da história da Imprensa (e feita por uma portuguesa).
Sugestão recolhida aqui.

22 de dezembro de 2009

Para a história do olhar no Ocidente

No Transmedia, Mara Balestrini alude a uma passagem da obra de Regis Debray "Vida y muerte de la imagen":
“La evolución conjunta de las técnicas y de las creencias nos va a conducir a señalar tres momentos de la historia de lo visible: la mirada mágica, la mirada estética y, por último, la mirada económica. La primera suscitó el ídolo; la segunda el arte; la tercera lo visual” (Debray, 1994: 39).
A este propósito refere "las tres mediasferas que componen la historia de la mirada en occidente" que estão "claramenta vinculadas a cambios tecnológicos que propiciaron alteraciones en los usos culturales". São elas a logosfera, a grafosfera e a videosfera.
Refere a autora que "así como sucede con los medios de comunicación, las mediasferas no se sustituyen sino que se acoplan y pueden convivir en espacios y tiempos semejantes, se encadenan y cada una está en germen de su sucesora. Cada una es parte de una cosmovisión, una ideología y un nuevo “horizonte de la mirada”.

3 de novembro de 2008

O maior arquivo de cartoons


"A maior base de dados de cartoons do mundo. É isso que nos promete British Cartoon Archive na Universidade de Kent, Reino Unido, que vai lançar já nesta quarta-feira o seu novo site, no qual adquire lugar de destaque o arquivo digitalizado do cartoonista Carl Giles, com mais de 12.000 peças.
Este espaço constitui, agora de forma reforçada, um lugar de destaque para o estudo da história política e social daquele país.
De acordo com uma notícia do Público online, Nicholas Hiley, o responsável pelo Arquivo de Cartoons Britânico, explica que a colecção começou em 1973 quando passaram a reunir recortes de "cartoons" de jornais que estavam guardados em velhas caixas, "desvalorizados pelos jornais".
Em Portugal, o Museu Nacional da Imprensa, sediado no Porto, além de uma Galeria Internacional do Cartoon, possui também uma galeria virtual de múltiplos países, alusiva ao tema do 11 de Setembro de 2001.

26 de outubro de 2008

Império bizantino e questão iconoclasta

Acaba de abrir em Londres a Bizantium 330-1453, uma grande exposição sobre a cultura e arte bizantinas ao longo de mais de mil anos. O caderno P2 do Público tem um desenvolvido trabalho sobre o assunto, da autoria da jornalista Alexandra Lucas Coelho. E citamos o evento e a cobertura jornalística aqui porque, num e noutro caso, são várias as referências a uma dimensão relevante da História da Imagem: a questão iconoclasta.


A exposição, patente na Royal Academy of Arts até 31 de Março de 2009, inclui uma parte sobre os célebres ícones da arte bizantina e, inevitavelmente, sobre o problema político e teológico-religioso da representação imagética do sagrado.
O trabalho do Público refere-se-lhe nos seguintes termos:

Seguem-se explicações sobre o Período Iconoclasta, no século VIII, quando o imperador Leão decide banir as imagens.
Porquê? Responde Cyril Mango no catálogo: o Islão estava em expansão vitoriosa, e porque eram os árabes tão vitoriosos, eles que não tinham imagens de Deus? Leão terá achado que os cristãos estavam a ser punidos por terem cedido à idolatria.
"Bizâncio começou com arte figurativa e depois veio um imperador e disse: foi um grande erro", sintetiza Robin no meio dos jornalistas. "E esse debate prolongou-se por mil anos."
O Período Iconoclasta teve várias consequências com impacto até hoje, e uma delas é o que sabemos da literatura antiga. Como não podiam fazer imagens, os bizantinos desse período concentraram-se em copiar livros, explica Cyril Mango, no catálogo. "O nosso conhecimento de literatura grega está muito confinado às cópias feitas durante Bizâncio. O que não foi copiado perdeu-se." Por outro lado, os bizantinos eliminaram dos textos o vernáculo, deixando-nos uma imagem distorcida da escrita da época.



No site da exposição encontra-se, entre outros motivos de interesse, um guia de natureza educativa que se refere também ao problema da iconoclastia. Ficam aqui algumas citações:
‘As the painters when they paint icons from icons, looking closely at the model, are eager to transfer the character of the icon to their own masterpiece, so must he who strives to perfect himself in all branches of virtue look to the lives of saints as if to living and moving images and make their virtue his own by imitation.’
Sacra Parallela, John of Damascus (Eighth-century)

‘The honour that is paid to the image passes on to that which the image represents and he who does worship to the image, does worship to the subject represented in it.’
Second Council of Nicaea, 787

Byzantine icons had a functional as well as an aesthetic aim: they were made as props in the face of joy and sorrow, happiness and pain. They received the prayers and veneration that passed through them to the ‘other’ world that they symbolized, and they were expected to reflect the powers of God.
Robin Cormack, in Byzantine Art

Byzantine iconophiles, or image-lovers, believed that icons were holy in their own right, and not solely devotional objects. Icons and their recurrent subjects – Christ as ruler of the world, the Virgin and Child, and a host of various saints – provided a moral example to worshippers, illuminating the importance of family life and reiterating Christian doctrine.
In Bizantium 330-1453 Exhibition Education Guide, 2008

19 de julho de 2008

Ecos da "questão iconoclasta"

"No século VIII, no quadro da ameaça militar e religiosa do islão a Bizâncio, a tradição cristã viu-se confrontada com a pureza radical do monoteísmo islâmico e a sua proibição das imagens. Os imperadores bizantinos mandaram destruir as imagens e os seus defensores foram perseguidos como idólatras. Embora esta luta dos iconoclastas tenha acabado com a vitória dos iconódulos (veneradores das imagens), pois Jesus Cristo é a imagem visível de Deus, nunca deveria esquecer-se que Deus é infinitamente transcendente e, se o Homem foi criado à imagem e semelhança de Deus, Deus não é à imagem do Homem.(...)"
Anselmo Borges, in Diário de Notícias, 19.7.2008

5 de dezembro de 2007

Nos primórdios da reportagem fotográfica

Uma hipótese interessante de ocupação do tempo, caso algum dos leitores passe por Paris nas próximas semanas, é uma visita ao Museu d'Orsay. Vale sempre a pena. Mas - para o âmbito deste blogue, vale especialmente agora que lá se encontra patente, até 6 de Janeiro de 2008, a exposição“Vers le reportage (1843-1933)”.
Aborda os primeiros passos da reportagem fotográfica, em particular a partir dos acontecimentos da Comuna de Paris, em 1848, em que mergiram na cena social e política as pessoas comuns, já não, porventura, os sans cullotte, ams os proletários, os camponeses, pequenos artesãos, os marginais e desclassificados de todo tipo.
Articulado com esta iniciativa foi publicado (e encontra-se à venda no local) o livro La photographie au musée d'Orsay : vers le reportage (1843-1933), de
Françoise Heilbrun (96 páginass, 62 ilustrações, disponível em francês, inglês e italiano).

No site da exposição lê-se o seguinte:
Le mot « reporter », qui désigne un journaliste enquêtant sur un sujet, est passé dans la langue française au début du XIXe siècle, alors que la presse était en plein essor. Le reportage photographique proprement dit se développe au XXe siècle avec le perfectionnement des appareils et l’explosion des revues illustrées. Il aura fallu attendre que l'impression simultanée de la photographie et du texte, au moyen d'une trame, soit rendue possible au tournant du siècle précédent, et enfin applicable sur une échelle industrielle.
Ce type d’enquêtes, dont les grands journaux allaient charger les « reporters », a existé, à dire vrai, dès l'invention de la photographie sur papier, au début des années 1840 mais elles étaient condamnées à rester relativement confidentielles.
La présente exposition, réalisée à partir des collections du musée d’Orsay, a pour thème le reportage social et ses prémices. Elle veut montrer comment les photographes, au cours du XIXe siècle ont vu cette majorité silencieuse de la société constituée par les ouvriers, les petits artisans, les paysans, les miséreux et les sans grade ou encore les peuples à peine touchés par la civilisation occidentale.
C’est après les évènements de 1848 que les “gens du commun” ont accédé à la “dignité historique”, pour reprendre l’expression du professeur Robert Herbert, et sont devenus un des thèmes privilégiés des philosophes, des écrivains et des peintres, avant d’être celui des politiques. Les photographes ont naturellement emboîté le pas. Les épreuves exposées ont été réalisées à des époques et dans des conditions très différentes. On y trouve des exercices d’artistes, telle la série sur les pêcheurs de New Haven prise en 1843 par Hill et Adamson, des commandes officielles de Napoléon III - sur la création d’un Hospice pour les ouvriers blessés sur les chantiers ou les inondations du Rhône -, ou bien de véritables études sociologiques, tel le reportage réalisé en 1919 à la demande d’un organisme caritatif à sur les communautés juives en Pologne… Ces clichés affirment, aussi sûrement que l’ont fait les oeuvres de Daumier, Courbet, Millet et Doré, l’existence de ces nouveaux héros. D’abord perçus comme représentants d’une classe, ils acquièrent au début du XXe siècle, maturation de la conscience sociale et perfectionnement des techniques aidant, le statut d’individus à part entière.
(Dica de Sur le Journalisme)
(Crédito da foto:
Thomas Annan, fundo do Musée d'Orsay)

3 de dezembro de 2007

Sobre a história da fotografia






A fotografia 'nasce' na primeira metade do século XIX, ainda que a preocupação em fixar a imagem - e em estudar e manipular a imagem fosse bem anterior.
Dois sites ficam aqui sugeridos:
- The Wonderful World of Early Photography (sugerido pelo blog ContraFactos&Argumentos)
- Um artigo sobre o daguerreótipo.