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3 de janeiro de 2012

Biblioteca Digital de História dos Media - 2

Vale a pena regressar aos locais onde fizemos descobertas, sobretudo quando eles não ficaram parados no tempo e se renovaram, enriqueceram, alargaram e tornaram ainda mais interessantes. Os interessados na história do cinema, da fotografia, da televisão e do registo sonoro encontrarão na The Media History Digital Library uma mina absolutamente imperdível. Os autores deste projecto de acesso livre promovem a digitalização de coleções que apenas estavam disponíveis em bibliotecas e que agora podem ser acedidas de qualquer parte em que se possa aceder à Internet. Livros, revistas, filmes, além de um blog relevante para a história do cinema, da TV, da rádio, além das tecnologias da informação e do divertimento são a oferta que é possível encontrar. Eis uma porta de entrada para perceber o leque de coleções disponíveis:
All Collections (1904-1973)
Hollywood Studio System Collection (1918-1948)
Fan Magazines (1914-1940)
Early CinemaEarly Cinema Collection (1904-1918)
Year Book Collection (1922-1963)
Broadcasting Collection (1922-1957)
Non-Theatrical Film Collection (1920-1973)
Technical Journals Collection (1929-1954)

19 de janeiro de 2011

75 anos da rádio pública em Portugal: "a telefonia que era de todos nós"

Em A telefonia que era de todos nós, a jornalista Ana Machado dá-nos, no Público, muitos dados de interesse para irmos consultar o livro em que se baseou para a peça: "A nossa telefonia". Nele o jornalista Joaquim Vieira, em conjunto com a RDP e três investigadores evocam os 75 anos da rádio pública em Portugal. "Eram tempos de outros protagonistas nos media. A rádio reunia as pessoas à sua volta, em torno da voz que saía da caixa".

Selecção de alguns dados:

  • Sobre o livro, afirma Joaquim Vieira: "Decidimos que, mais do que um anuário ou uma abordagem enciclopédica, queríamos descrever como evoluiu a rádio pública em função das várias políticas de comunicação social dos poderes que se foram sucedendo".
  • A primeira direcção da Emissora Nacional, lembra Joaquim Vieira, com Henrique Galvão no comando, tem noção já do lugar que a rádio ocupa na vida social e política portuguesa. Mas a programação do arranque da rádio pública é considerada densa e pouco apelativa a grandes massas. Na chegada aos anos de 1940, um homem sente que o veículo rádio poderia ser um instrumento mais mobilizador do que até então tinha mostrado ser. Chamava-se António Ferro.
  • (...)  com o advento da televisão a rádio manteve por algum tempo o seu protagonismo e efeito mobilizador. E as estrelas da rádio também. Mas só enquanto os aparelhos de televisão não chegavam a todos e o novo meio que aparecia em 1957 não se tinha ainda democratizado. Mas, mesmo com o aparecimento da TV, a rádio continuava a ser um meio agregador, lembra Joaquim Vieira: "O papel agregador da rádio continuou com a televisão, nomeadamente graças à guerra que se iniciou em 1961 e ao papel da onda curta, que permitia chegar às colónias."
  • "Em 1974 já se ligava mais à televisão. Aí o protagonismo da televisão já foi maior. Mas a velha rádio ainda faz passar a senha da Revolução de Abril. E é por ela que passa o Comunicado do Movimento das Forças Armadas que abre a porta do Portugal livre".
  • "O fascínio que a rádio exercia sobre as pessoas foi-se perdendo com a TV. Foi ocorrendo uma invasão do espaço privado por este meio novo. O fenómeno de escuta colectiva de rádio que ocorria passou a fazer-se em redor da TV. Não se pode dizer que a TV substituiu a rádio. Mas é verdade que lhe roubou protagonismo. Até o star system que existia na rádio deixou de existir com a TV. Deixámos gradualmente de ter uma relação com as figuras da rádio. E essa relação não volta mais. (...)", diz Joaquim Vieira sobre o locutor das manhãs da rádio pública hoje e noutros tempos.
Foto: Fernando Pessa 'entrevista' um Perú, no Natal de 1937

2 de maio de 2010

De onde vem o termo 'rádio'?

Bom: se quisermos começar pelo étimo, teríamos de ir à palavra latina 'radius', que está na origem das actuais 'irradiar', 'irradiação', 'radial', 'radioso' 'raiar, 'radiante', 'raio' e, claro, rádio.
Foi nos princípios do século XX, e ligado à telegrafia sem fios e à utilização das ondas hertzianas, que se foi instituindo e vulgarizando a designação do novo meio de comunicação. Alguns pormenores: AQUI.

15 de abril de 2010

75 anos de serviço público de rádio em Portugal

A publicação do livro “A História da Rádio Pública em Portugal”, que está a ser preparado por uma equipa de investigadores liderada pelo jornalista Joaquim Vieira; o início do processo de digitalização do arquivo da rádio; e a realização, em Outubro, da conferência ‘A História da Rádio Pública em Portugal’, no qual deverão ser apresentadas as conclusões de um estudo qualitativo que analisa a eficácia da mensagem radiofónica e a dimensão social da rádio”. Estas são algumas das formas de assinalar os 75 anos da rádio pública em Portugal, ontem reveladas pelo director de programas das antenas nacionais da RDP, Rui Pêgo.
A evocação passa ainda pela emissão de programas específicos. Neste âmbito, Rui Pêgo dá destaque aos programas “27 mil dias de Rádio” – que são “75 anos contados da história e evolução de Portugal e do mundo” – e “Os anos da rádio”, que “vai tentar mostrar algumas das grandes produções feitas na rádio ao longo dos anos”, ambos da Antena 1. “Na Antena 2 estamos já a emitir ‘O gosto pela música’, um programa criado em 1956 e emitido durante 30 anos, em que se conversa sobre música, vamos reemitir peças de teatro radiofónico realizadas ao longo de 40 anos e o concerto com os laureados do prémio Jovens Músicos, realizado este ano nos Açores”, revelou o responsável."

Fonte: Meios & Publicidade

11 de novembro de 2009

Para a História da Rádio



A revista mexicana de comunicação Etcetera traz, na sua mais recente edição um pequeno dossier dedicado ao meio radiofónico, com alguns artigos de interesse para a história deste meio. Destaques:



Guillermo Zenizo Lindsey
El micrófono, arma de guerra
La Segunda Guerra Mundial pospuso el desarrollo de la televisión, pero consagró a la radio: en ese periodo fue el medio de comunicación más influyente y el canal desde el que la población, sobre todo aquella con altos índices de analfabetismo, siguió los acontecimientos al momento en que transcurrían(...).

Diana Andrade Uribe
Relato de onda corta
(...) No es cosa fácil hacer una selección de los episodios en los que su transmisión por la radio hubiera significado el cambio en el rumbo de la historia.(...)

Irma Carolina Valadez Calderón
La radionovela mexicana, en agonía
La radionovela en México es un producto que se resiste a abandonar los aparatos receptores. Desde su aparición, hace más de medio siglo, su producción ha disminuido poco a poco, al grado de que para muchos especialistas, el género prácticamente ha muerto.(...)

14 de setembro de 2009

A rádio na guerra

Vem no Atrium este post relevante para a história da rádio:

70 anos – a rádio na II guerra mundial

13 de março de 2009

Museu Virtual da Rádio e da TV


A RTP apresentou hoje o museu virtual dedicado ao espólio de rádio e televisão, quer no respeitante a equipamentos quer a conteúdos.
Não existe ainda um museu físico que muitos reivindicam, e que a Lei da rádio, no seu artigo 48º, impõe à concessionária, por ser fundamental ao resgate da memória do operador público e da história do país no século XX. Segundo o Público online de hoje, "cerca de cinco mil objectos, que representam uma das maiores colecções da Europa sobre história da rádio" encontram-se empacotados, desde que a RDP encerrou o Museu da Rádio, em 2006. Pedro Brauman, director do Gabinete de Estudos e Documentação da RTP, refere que, a partir da segunda metade deste ano passará a ser possível realizar visitas ao espólio, mas não numa lógica de museu.
O espaço virtual hoje aberto permite ouvir e ver trechos de programas, contactar com as sonoridades e as vozes das diferentes épocas, observar de perto os objectos e as respectivas fichas descritivas.

20 de abril de 2008

O Jornalismo e a rádio

No Infoinclusões, Vítor Soares recorda tempos não muito distantes em que na rádio não havia propriamente jornalistas. Começa assim:
Quem se lembra dos anos 60 do século passado sabe que não havia jornalistas na rádio. Havia locutores (noticiaristas) que liam as notícias dos jornais, correndo até aquele exemplo extremo de um locutor que, a dada altura, terá dito: “O Chefe de Estado, como se pode ver na figura ao lado, inaugurou ontem mais uma unidade industrial…”

8 de janeiro de 2008